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Gravidez no AEH

Mulheres com angioedema hereditário (AEH) têm mais chances de serem sintomáticas que os homens. Os fatores hormonais são alguns dos responsáveis, com um papel significativo no surgimento de crises ou no agravamento do AEH em mulheres.¹ Por isso, quando o assunto é gravidez, surgem inúmeras dúvidas. Vamos conhecer as principais delas?

Se você quer engravidar, saiba que a taxa de fertilidade e de aborto em mulheres com AEH são iguais as da população

 

Quero engravidar, quais cuidados devo tomar?

Se você quer engravidar, saiba que a taxa de fertilidade e de aborto em mulheres com AEH são iguais as da população que não apresenta a doença. Além disso, não há evidências sobre o aumento do número de partos prematuros. Portanto, esse não é um problema. Porém, estudos indicam que, em um terço dos casos, a gravidez piora os sintomas do AEH, mas em outro terço, os sintomas melhoram. O número de crises também pode aumentar durante a gravidez, especialmente, durante o terceiro trimestre.1,2

Antes de engravidar, converse com seu médico especialista em AEH sobre a sua condição em particular. Ele irá orientá-la sobre como será seu tratamento durante a gestação, amamentação e no pós-parto.² Também é importante que o obstetra escolhido esteja ciente de sua condição, para que possa adotar condutas adequadas durante toda a gravidez.³

Pacientes grávidas com AEH devem ser acompanhadas de perto por um especialista em AEH, em conjunto com outros profissionais de saúde.²

 

Estou grávida, quais cuidados devo tomar?

O acompanhamento rigoroso durante a gravidez, trabalho de parto, parto e amamentação é recomendado, uma vez que esses eventos podem afetar o curso da doença de diferentes maneiras.² Portanto, é importante que você siga as recomendações do seu médico, para o controle adequado do angioedema hereditário, durante toda a gestação.

 

O abdome é o local mais frequente das crises de AEH durante a gestação, que podem ser isoladas ou combinadas a crises em diferentes locais. Isso acontece devido ao trauma causado pelo alongamento progressivo do útero em decorrência do crescimento e movimento do bebê.² Fique atenta a qualquer sintoma e, ao menor sinal de algum deles, procure seu médico imediatamente.

 

Qual o tipo de parto mais indicado para mulheres com AEH?

Embora o trabalho de parto e o próprio parto possam resultar em trauma mecânico significativo, o que aumenta o risco para edema das vias aéreas superiores devido ao procedimento, raramente induzem uma crise de AEH.²

Ainda não há evidências quanto ao melhor tipo de parto para pacientes com angioedema hereditário.² Estudos indicam que o parto normal é realizado em 80 a 90% das mulheres com AEH, enquanto o número de cesarianas é semelhante ao da população geral, em torno de 12%. No parto normal, quando acontece de uma paciente ter crise, essa surge imediatamente ou nas primeiras 48 horas após o parto.²

A escolha pelo melhor tipo de parto para cada caso depende de como a gravidez evoluiu.¹ É importante que, durante o parto, a paciente seja acompanhada de perto por diferentes especialistas (obstetra, imunologista, anestesiologista, pediatra), que podem trabalhar em conjunto com o especialista em AEH, proporcionando assim uma abordagem multidisciplinar², conferindo mais segurança ao bem-estar da mamãe e do bebê.

 

As crises podem se intensificar durante a amamentação?

O aumento do nível de prolactina no organismo durante a amamentação pode aumentar temporariamente o número de episódios de AEH, principalmente abdominais. A interrupção total da amamentação pode diminuir a frequência das crises de angioedema, uma vez que faz com que os níveis desse hormônio caiam.²

Mas, atenção: a decisão de continuar ou não com a amamentação deve ser tomada em conjunto com a equipe médica que acompanha mamãe e bebê.

Referências
1. Laurence Bouillet. Hereditary angioedema in women. Allergy Asthma Clin Immunol. 2010; 6(1): 17.
2. Teresa Caballero et al. Management of hereditary angioedema in pregnant women: a review. Int J Womens Health. 2014; 6: 839–848.
3. Duvvur S, Khan F, Powell K. Hereditary angioedema and pregnancy. J Matern Fetal Neonatal Med. 2007 Jul;20(7):563-5.
C-ANPROM/BR/HAE/0018